sábado, 8 de janeiro de 2011
Golos inesquecíveis (1) - Maradona (1)
Golo de Maradona, frente à Inglaterra, no Campeonato Mundial de Futebol de 1986, realizado no México. Dizem que é o melhor golo de sempre marcado por um futebolista! É bem possível que assim seja...
Uma coisa é certa: para mim, sem dúvida que Maradona foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos! Nem Pelé, nem Cruiff, nem Di Stefano (os três futebolistas que, unânimemente, são considerados os únicos que poderiam rivalizar com o jogador argentino) superam, na minha opinião, Maradona!
O golo frente aos ingleses foi talvez o ponto mais alto de Diego Armando Maradona no Mundial de 86 (se exceptuarmos o facto de o genial futebolista ter, poucos dias depois, ganho a competição, ao serviço da selecção argentina, derrotando a Alemanha na final por 3-2).
Foi um golo soberbo, pleno de genialidade e de raiva, e que, para mais, teve o "pormenor" de vingar, de certa forma, a situação política que se vivia na altura entre argentinos e ingleses por causa da Guerra das Malvinas. Os ingleses ganharam a guerra, é certo, mas, no relvado, foram vergados pelos argentinos, mercê de uma exibição notável de "Diego" & companhia".
O relato do jornalista Victor Hugo Morales é, simplesmente, arrepiante e contribui decisivamente para fortalecer a opinião de que este é o melhor golo de sempre na história do futebol.
domingo, 26 de dezembro de 2010
A música que eu gosto (4) - Brigada Victor Jara (2)
Mais uma música da Brigada Victor Jara. Desta vez escolhi um tema oriundo de Paradela, em Trás-os-Montes, magnificamente interpretado pela Brigada: "Oh Bento Airoso". Tem a ver um pouco, também, com a época festiva que atravessamos...
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JOAQUIM COSTA (1) - Natal 1945

Joaquim Costa foi um extraordinário poeta.
Nasceu em Moura, a 18 de Setembro de 1913.
Farmacêutico de profissão (naquele tempo dizia-se "boticário"), a sua grande paixão, contudo, era a poesia.
Teve papel bem activo na vida cultural da então vila de Moura. Escreveu letras para marchas populares. Publicou no jornal "A Planície" os "Perfis Mourenses" (onde desafiava os leitores a descobrir quem eram as raparigas mourenses a quem, mais ou menos subtilmente, se referia nas quadras que escrevia) e os "Perfis a Lápis" (onde retratava, também em quadras, algumas figuras típicas da vila de Moura, acompanhadas por uma caricatura a lápis de António Franco, outro genial artista mourense). Escreveu letras para canções e para inúmeras peças de teatro.
Em colaboração com José de Oliveira Cosme, criou "A Valsa Moura", que veio a ser cantada na antiga Emissora Nacional.
Faleceu, prematuramente, a 7 de Julho de 1956, com apenas 42 anos.
O Cine-Teatro Caridade ostenta, no seu átrio, uma placa onde, com toda a justiça, se evoca o nome do poeta.
A Avenida Poeta Joaquim Costa, uma das mais percorridas da cidade, mantém viva a memória deste notável mourense.
Em 1982 a Câmara Municipal de Moura, por proposta de João da Mouca, publicou um livro onde se reuniu a maior parte da obra do poeta. Em boa hora o fez, embora, acrescento eu, não fosse má ideia proceder-se a uma reedição (talvez em 2013, ano do centenário do nascimento de Joaquim Costa) uma vez que a primeira edição está praticamente esgotada.
Os poemas que compõem o livro deixam transparecer o amor que o poeta tinha à sua terra.
Temas como a lenda da Moura Salúquia, a Nossa Senhora do Carmo, o Natal ou o S. João são recorrentes.
E já que estamos em época natalícia, aqui vai este magnífico "Natal 1945":
Há um momento só, uma hora apenas
Em que as paixões do mundo, o ódio, a guerra,
Parecem suspender-se, repousar...
Algo de novo passa sobre a terra:
Sopro de amor afuguentando as penas,
Mão que se estende para nos salvar.
Não se sabe porquê mas é mais pura
A luz vinda dos espaços,
Em nosso derredor há mais ventura,
mais calma, mais certeza em nossos passos.
Sentimos mais amor por cada qual,
Tudo respira paz e alegria,
Uma alegria que se não traduz...
- NATAL, NATAL!
Bendito dia
Em que nasceu Jesus!
E nesta hora a louca Humanidade
Escuta a voz de Deus e vibra e canta,
Acende o lar, estende a sua mão...
Depois, depois, a mesma crueldade,
O ódio, a vida incerta e sem esperança,
O mesmo caminhar na escuridão.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Questões ambientais (1) - O discurso de Severn Suzuki
Para todos meditarmos e começarmos a fazer a nossa parte... JÁ!
sábado, 6 de novembro de 2010
A música que eu gosto (3) - Brigada Victor Jara (1)
A Brigada Victor Jara é daqueles casos em que a qualidade do seu trabalho se sobrepõe ao puro esquecimento a que estão condenados pelas televisões e pelas rádios nacionais (com raras excepções). Basta ouvir temas como este "Faixinha verde" para nos interrogarmos como é possível passar tanto tempo sem que estes extraordinários músicos apareçam na TV !? Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que vi este grupo actuar em programas televisivos. Assim de repente, lembro-me de um programa do (grande profissional de comunicação) Júlio Isidro e pouco mais. Felizmente existe a net para nos fazer matar saudades destes e doutros músicos de primeira água...
A Brigada Victor Jara foi fundada em 1974. Têm um blogue que pode ser consultado clicando no seguinte link:http://brigadavictorjara.blogspot.com/
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A música que eu gosto (2) - Teresa Silva Carvalho (2)
Pronto, não resisiti! Eu disse que a Teresa era uma grande fadista e, para quem nunca a ouviu cantar aqui está um bom exemplo: "Nunca me fales verdade", de Augusto Gil e Alfredo Marceneiro.
Basta ouvir o primeiro verso para se perceber logo que estamos na presença de uma artista de eleição! A música e o poema fazem deste um dos fados mais bonitos que já ouvi até hoje...
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A música que eu gosto (1) - Teresa Silva Carvalho (1)
Teresa Silva Carvalho está, por vontade própria, retirada do mundo da música há alguns anos. Foi uma grande fadista! Uma voz inesquecível! Das melhores que este país já conheceu! Uma escolha rigorosa de temas e de autores marcaram uma carreira brilhante. Resta-nos o seu trabalho gravado em disco e alguns registos filmados.
O video que aqui podemos ver não é, curiosamente, um fado. Trata-se de uma canção, com poema de Manuela de Freitas e música da própria Teresa Silva Carvalho, que fez parte do álbum "Ó Rama, Que Linda Rama", um excelente trabalho com temas como "Verdes são os campos" ou "Barca Bela". O vídeo tem como cenário a vila alentejana de Monsaraz.
Podem ver uma biografia da Teresa no seguinte site: http://jjsilva.bloguedemusica.com/8046/BIOGRAFIA/
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