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sábado, 10 de outubro de 2015

GOLOS INESQUECÍVEIS (3) - BENFICA-SPORTING (1) - PAÍTO

Nos últimos anos, os jogos entre Sporting e Benfica a contar para a Taça de Portugal têm tido muitos golos, a fazer recordar resultados de outros tempos em que o futebol beneficiava o ataque e descurava a defesa. O que interessava mesmo era ganhar o jogo, e para isso tinha de se marcar pelo menos mais um golo que o adversário, nem que se sofressem quatro ou cinco.
Todos conhecem a enorme rivalidade entre "leões" e "águias", desde a fundação de ambos, e todos sabemos, também, que um jogo entre estes dois grandes clubes raramente termina sem golos. Mas, o jogo que hoje aqui recordo não só teve seis como muitos deles foram de belo efeito, mantendo o resultado incerto até ao final, ao ponto de, inclusive, ter tido de se recorrer ao desempate por grandes penalidades, onde o meu Sporting perdeu de novo (em nove desempates por grandes penalidades, o Sporting só ganhou por duas vezes!).
Atente-se nas últimos quatro vezes em que "leões" e "águias" se defrontaram para a prova-rainha do futebol português, onde os resultados foram estes:
Em 1999/2000 - Benfica 1, Sporting 3
Em 2004/05 - Benfica 3, Sporting 3 (com 2-2 nos 90 minutos) - O Benfica venceu 7-6 nos penaltis.
Em 2007/08 - Sporting 5, Benfica 3
Em 2013/14 -  Benfica 4, Sporting 3 (com 3-3 nos 90 minutos)
Impressionante! Em quatro jogos, 25 golos!
Desses 25 golos, vamos hoje recordar um dos melhores, marcado por Paíto, jogador moçambicano, ao serviço do Sporting, nessa malfadada época de 2004/2005, onde os "leões" tinham uma extraordinária equipa que lutou por todas as competições de forma brilhante mas que, por infortúnio ou azar, deixou escapar todas elas (incluindo a Taça UEFA disputada em Alvalade, frente ao CSKA de Moscovo).
Nesta época, o Sporting era treinado por José Peseiro e o Benfica pelo italiano Giovanni Trapattoni.
A evolução do resultado foi esta:

1-0, por Geovanni (Benfica) aos 3'
1-1, por Hugo Viana (Sporting) aos 15'
1-2, por Liedson (Sporting) aos 17'
2-2 por Giovanni (Benfica) aos 22'
2-3 por Paíto (Sporting) aos 110'
3-3 por Simão Sabrosa (Benfica) aos 118'

Depois, já o disse, o Sporting perdeu, mais uma vez, no desempate por grandes penalidades, uma maldição que foi recentemente quebrada quando ganhámos a final da Taça frente ao Sp. Braga.
Mas, para este "post" o que verdadeiramente interessa é mesmo o golo de Paíto, um dos melhores que já vi marcar por um jogador verde-e-branco.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Revistas desportivas (1) - Sporting campeão das Taças da Europa







Revista de 1964, publicada logo após a conquista pelo Sporting Clube de Portugal da Taça dos Clubes Vencedores de Taças (época de 1963/64).
A capa e a contra-capa da revista mostram a equipa que alinhou na finalíssima, em Antuérpia, frente ao MTK de Budapeste (vitória por 1-0, com o famoso golo de canto directo marcado por Morais, depois de um empate a 3 bolas, dois dias antes em Bruxelas).
No interior, toda a saga leonina, contada jogo a jogo (e foram 12 no total), com resumos, fichas dos jogos, opiniões, títulos da imprensa e fotos, bem como a biografia da cada jogador do plantel verde e branco.

Título: Sporting Clube de Portugal campeão das "Taças da Europa"
Dimensões: 24 x 16,8 cm
Capa e contra-capa: a cores
Miolo: 32 páginas a preto e branco
Edição da Agência Portuguesa de Revistas
Ano: 1964
Preço: 3$50 (Continente) e 5$00 (Ultramar)

Curiosamente, em anos mais recentes (não sei precisar bem quando), e numa iniciativa conjunta dos Núcleos Sportinguistas de Alcântara, Alcochete, Arcos de Valdevez, Boston, Caldas da Rainha, Caminha, Castelo Branco, Entroncamento, Espinho, Évora, Faro, Felgueiras, Fundão, Golegã, Guarda, Harthford, Lagos, Loulé, Mafra, Mangualde, Mondego, Montemor, Moura, Penacova, Portimão, Rio Maior, Salvaterra, Soure, Tires, Tomar, Tramagal, Viana do Alentejo, Vila das Aves, Vila Franca de Xira e Vila Viçosa bem como do Banco de Portugal, António Lopes (Vinhó), Delegação de New Jersey e do Departamento de Expansão, esta revista teve uma reedição, num formato um pouco maior e com algumas alterações na capa ao nível da cor de fundo (o verde claro foi substituido por um verde escuro, mais parecido ao das listas da camisola sportinguista) e do lettering utilizado para o título. Também os nomes dos jogadores foram acrescentados sob cada imagem.
No miolo, as quatro páginas iniciais e as duas finais, que em 1964 foram dedicadas à publicidade, foram obviamente suprimidas. Em vez disso, as páginas um e dois foram reservadas para uma espécie de nota prévia e para autógrafos.